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Uso do celular e pressão alta. Tem relação?

O uso exagerado de celulares pode aumentar o risco de pressão alta, segundo um estudo recente publicado no European Heart Journal Digital Health. Passar muito tempo no celular pode ser prejudicial para o coração, com um risco 12% maior de pressão alta para aqueles que usam o aparelho por 30 minutos ou mais por semana em comparação com aqueles que usam menos tempo. Essa conclusão vem de uma pesquisa realizada por Xianhui Qin e sua equipe, divulgada pela European Society of Cardiology.


O estudo destaca que quase três quartos da população global, a partir dos 10 anos de idade, têm um telefone celular. No Brasil, por exemplo, cada pessoa tem em média mais de um smartphone, totalizando 242 milhões de aparelhos em uso no país, de acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2022. A pressão alta é um fator de risco conhecido para doenças cardíacas, como ataque cardíaco e derrame, e é uma das principais causas de morte prematura em todo o mundo. Estima-se que cerca de 1,3 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos sejam afetados pela doença.


Mas como o uso do celular está relacionado à pressão alta? Os pesquisadores explicam que os celulares emitem baixos níveis de energia de radiofrequência, o que tem sido associado ao aumento da pressão arterial após um curto período de exposição.

Neste estudo, os pesquisadores examinaram a relação entre o uso frequente do celular para fazer ou receber chamadas e a pressão alta na população em geral. Eles usaram dados do UK Biobank, um grande banco de dados que contém informações de saúde de milhares de participantes.


O estudo envolveu 212.046 participantes do UK Biobank que não tinham histórico de pressão alta. Eles responderam a um questionário sobre como usam o celular, e aqueles que usavam o aparelho para fazer ou receber chamadas pelo menos uma vez por semana foram classificados como "usuários de celular". O principal resultado do estudo foi o diagnóstico de pressão alta.


A idade média dos participantes da pesquisa foi de 54 anos, sendo 62% mulheres. Antes de analisar os dados, os pesquisadores levaram em consideração fatores como idade, sexo, peso, raça, histórico familiar de pressão alta, educação, tabagismo, níveis de colesterol e açúcar no sangue, uso de medicamentos, presença de inflamação e função dos rins.

Esses resultados enfatizam a importância de usar o celular de maneira consciente e equilibrada, especialmente considerando os possíveis efeitos na saúde do coração.


David Márcio - Neurologista em Campo Grande / MS

CRMMS: 11574

RQE: 6870


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